Aeronave da Força Aérea dos EUA fez escalas em Porto Alegre e Guarulhos; deputados do PSOL cobram explicações ao Ministério da Defesa sobre missão diplomática
Um avião militar dos Estados Unidos, conhecido por ser utilizado em operações da CIA e em missões de caráter sigiloso, pousou nesta terça-feira (19) em dois aeroportos brasileiros: primeiro no Salgado Filho, em Porto Alegre, e depois em Guarulhos, na Grande São Paulo.
A aeronave, um Boeing 757-200 adaptado para uso militar, partiu da Base Aérea de McGuire, em Nova Jersey, e fez escalas em Tampa (Flórida) e San Juan (Porto Rico) antes de chegar ao Brasil. O pouso em Porto Alegre ocorreu às 17h13, com decolagem às 19h52 em direção a Guarulhos, onde permanece desde a noite de ontem, segundo dados do Flight Radar.
O avião, todo branco e sem insígnias, costuma ser empregado pelo Departamento de Estado norte-americano em crises internacionais e para transportar diplomatas, militares de elite e agentes da CIA. Ele pode levar até 45 passageiros e percorrer cerca de 10 mil quilômetros sem reabastecer.
Apesar das especulações, a Embaixada dos EUA afirmou em nota que a aeronave veio em “missão diplomática” e que o pouso ocorreu com “apoio logístico” autorizado pelas autoridades brasileiras competentes. A concessionária GRU Airport confirmou que a chegada foi autorizada pelo Ministério da Defesa e que não houve intercorrências.
Repercussão política
O episódio gerou reação no Congresso. Os deputados federais do PSOL Fernanda Melchionna, Sâmia Bomfim e Glauber Braga apresentaram requerimentos aos ministérios da Defesa e dos Portos e Aeroportos pedindo esclarecimentos sobre a presença do avião.
Entre as informações solicitadas estão:
- A justificativa oficial para a entrada da aeronave no espaço aéreo brasileiro;
- Se houve pedido formal dos EUA para a operação;
- A natureza da missão;
- A identidade dos ocupantes;
- E se houve transporte ou desembarque de cargas e equipamentos.
Fernanda Melchionna criticou a falta de transparência:
“Diante da escalada de tensões entre Brasil e EUA e dos ataques imperialistas à nossa soberania, não podemos aceitar a entrada de aeronaves militares sem os devidos protocolos legais e transparência pública.”
Os ministérios têm até 30 dias para responder aos pedidos de informação.
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