Justiça concluiu que medicamentos controlados eram administrados sem prescrição médica; caso veio à tona após a morte de um paciente
O responsável por uma clínica de reabilitação foi condenado pela 2ª Vara Criminal da comarca de Tubarão a seis anos e oito meses de prisão por ministrar medicamentos controlados sem prescrição médica a pacientes internados na unidade.
De acordo com a sentença, a prática ocorria desde 2010 e veio à tona em 2013, após a morte de um paciente. O homem estava internado havia menos de três dias e morreu cerca de 52 horas após dar entrada na clínica.
A investigação apontou que a vítima recebeu medicamentos de uso controlado, como carbamazepina e diazepam, por determinação do responsável pela clínica. Conforme a perícia, as substâncias podem ter contribuído para a morte.
Segundo a Justiça, os medicamentos eram administrados sem autorização médica e, em alguns casos, utilizados para sedar ou disciplinar os internos.
O réu foi condenado por tráfico de drogas, na modalidade de ministrar substâncias entorpecentes em desacordo com determinação legal ou regulamentar.
Além da pena de prisão, fixada em regime inicial semiaberto, ele também foi condenado ao pagamento de 666 dias-multa.
A decisão ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
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