Polícia Civil aponta que discussão por cobrança em bar terminou com a morte de Brasão; suspeito também matou jovem de 20 anos minutos depois
Uma dívida de apenas R$ 30 referente ao consumo de bebidas teria sido o estopim para o assassinato do ex-jogador de futebol Ivan Fiel da Silva, conhecido como Brasão, de 44 anos, em Tubarão.
A informação foi divulgada pela Divisão de Investigação Criminal (DIC), responsável pela apuração do caso que chocou a cidade na madrugada da última sexta-feira (19), no bairro Vila Esperança.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito participava de uma confraternização no estabelecimento de propriedade de Brasão e já havia recebido um desconto na compra de bebidas no início da festa. Horas depois, ao tentar realizar uma nova compra, pediu outro abatimento no valor da conta, que não foi concedido.
A negativa teria provocado uma discussão entre os dois. Ainda de acordo com os investigadores, o homem deixou de pagar R$ 30 referentes ao consumo realizado e acabou sendo expulso do local por Brasão.
Após sair do estabelecimento, o suspeito teria retornado armado e efetuado os disparos contra o ex-jogador. Brasão foi atingido no tórax e no antebraço e morreu no local antes da chegada do socorro.
Minutos depois, o mesmo homem teria cometido um segundo homicídio a cerca de 500 metros do primeiro crime.
A segunda vítima foi o empresário João Roberto Pereira de Oliveira, de 20 anos, morto a tiros dentro de uma conveniência da região. Conforme a investigação, esse assassinato teve uma motivação diferente.
De acordo com a Polícia Civil, João Roberto era o atual companheiro de uma ex-namorada do suspeito. O jovem foi atingido na cabeça e na clavícula e não resistiu aos ferimentos.
Após os dois homicídios, o acusado fugiu em uma motocicleta, mas foi localizado e preso ainda no mesmo dia no bairro Figueirinha, em Jaguaruna.
Ele foi conduzido à sede da DIC de Tubarão, onde foi autuado em flagrante por dois homicídios qualificados. A arma utilizada nos crimes também foi apreendida durante as investigações.
O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes da sequência criminosa que abalou a comunidade da Vila Esperança.
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